23h37 - o boi acontecia pela avenida já fazia bons quarenta minutos. o parque ao fundo, parecia manter já há mais minutos do que os passos costumeiramente percorrem, pândegas, espectadores, foliões e passantes, como em uma célula de outra devir cidade. de repente, no carro preto que passa devagar buzinando, vemos uma bunda sorrindo na janela.
16h20 - chegou em casa exausta e descalçou as sandálias vermelhas. sobre o taco de madeira reluzente à luz da janela, repousavam havaianas azuis, sapatilhas verde - água e um tapete de retalhos multi-coloridos feito à mão por dona Maria José, na mais antiga capital das gerais.
inspiradas pelo encontro com Marcelo Brodsky, Luísa Macedo e Milene Migliano se propõem a se conhecer entre correspondências imagéticas, em um jogo que a cada mês se renovará com uma nova regra, ou conjunto de, na realização de suas fotografias aqui compartilhadas...
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
16:37h: Do primeiro andar do prédio vejo as janelas que se espalham organizadamente. Estão, algumas delas, pouco abertas, de modo que umas nesgas das casas podem ser vistas. Na quinta janela, de cima para baixo, um homem observa a rua, mãos repousando sobre o parapeito. Imagino que ele anota mentalmente certos elementos que se repetem na calçada, como num inventário vespertino.
08:13h: A mulher se aproxima da janela escancarada, seu corpo vai se tornando mais nítido à medida que caminha em direção à luz da manhã. Seu vestido estampado toca de leve a cortina que insiste em cobrir um pouco a cena. O tecido que traz nas mãos por pouco não cai enquanto ela o balança com força para fora da janela. A poeira que sai do pano forma uma nuvem que se dissipa lentamente enquanto a mulher se recolhe, de volta à penumbra de onde havia saído.
08:13h: A mulher se aproxima da janela escancarada, seu corpo vai se tornando mais nítido à medida que caminha em direção à luz da manhã. Seu vestido estampado toca de leve a cortina que insiste em cobrir um pouco a cena. O tecido que traz nas mãos por pouco não cai enquanto ela o balança com força para fora da janela. A poeira que sai do pano forma uma nuvem que se dissipa lentamente enquanto a mulher se recolhe, de volta à penumbra de onde havia saído.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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